março 13 2017 0Comment

Curva ABC na Gestão de Estoque de Peças de Reposição

Você conhece a Cuva ABC e sabe qual é a importância dela na Gestão de Estoque das peças de reposição na sua empresa?

A Gestão de Estoque também é uma atividade indireta de manutenção. O setor de manutenção, mais especificamente o PCM – Planejamento e Controle de Manutenção, deve participar ativamente do gerenciamento do estoque das peças de reposição usadas na manutenção.

curva abc estoque

Gerenciar um estoque de peças de reposição é relativamente simples. Porém, qualquer pequeno erro pode ser catastrófico e causar um “efeito bola de neve”. Uma vez que o estoque da manutenção se descontrola, será muito difícil coloca-lo nos eixos novamente.

Existem diversas técnicas usadas para gerenciar estoques. Uma dessas técnicas é OBRIGATÓRIA para uma gestão eficiente, essa técnica é a Curva ABC.

O que é Curva ABC?

A Curva ABC é um método de categorização de estoque. Seu objetivo principal é deixar claro quais são os produtos mais importantes para a empresa.

Na gestão de materiais, a Curva ABC (ou Controle Seletivo de Inventário) é uma técnica de categorização de inventário. A Curva ABC divide um inventário em três categorias:

Categoria A:

Itens com controle muito apertado e registros precisos.

Categoria B:

Itens com registros menos controlados e bons.

Categoria C:

Itens com os controles mais simples possível e registros mínimos.

A Curva ABC fornece um mecanismo para identificar itens que terão um impacto significativo sobre o custo geral do inventário, ao mesmo tempo que fornece um mecanismo para identificar diferentes categorias de ações que exigirão gerenciamento e controles diferentes.

A Curva ABC sugere que os inventários de uma organização não são de igual valor. Assim, o inventário é agrupado em três categorias (A, B e C) em ordem de sua importância estimada.

Categoria ‘A’ são itens muito importantes para uma organização. Devido ao alto valor destes itns, uma análise de valor freqüente é necessária. Além disso, uma organização precisa escolher um padrão de compra apropriado (por exemplo, ‘Just-in-time’) para evitar excesso de capacidade.

Categoria ‘B’ são itens importantes, mas, naturalmente, menos importantes que os itens “A” e mais importantes que os itens “C”. Portanto, os itens da categoria ‘B’ são itens intermediários.

Os itens da categoria ‘C’ são os menos importantes.

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Estrutura da Curva ABC

A Análise ABC é semelhante ao princípio de Pareto: 80% do valor total do consumo é baseado em apenas 20% do total de itens.

Ou seja, a categoria ‘A’ é formada por poucos itens, mas itens de alto valor (itens caros).

Exemplo:

  • Os itens A são bens cujo valor de consumo anual é o mais alto . O top 70-80% do valor de consumo anual da empresa normalmente representa apenas 10-20% do total de itens de inventário.
  • Os itens C são, pelo contrário , itens com o menor valor de consumo . Os 5% mais baixos do valor de consumo anual normalmente representam 50% do total de itens de estoque.
  • Os itens B são os itens de interclasse, com um valor de consumo médio . Esses 15-25% do valor do consumo anual normalmente responde por 30% dos itens totais do estoque.

Basicamente:

Alto Valor = Categoria A

Médio Valor = Categoria B

Baixo Valor = Categoria C

Apesar da configuração acima ser válida como “padrão típico”, em se tratando de curva ABC a classificação não deve ter como regra rígida ser composta por três classes. Assim, uma análise ABC deve obrigatoriamente refletir a dificuldade de controle de um item e o impacto deste item sobre os custos e a rentabilidade, o que de certa maneira pode variar de empresa para empresa.

Deve-se ter em mente ainda que, apesar da análise ABC ser usualmente ilustrada através do valor de consumo anual, este é apenas um dos muitos critérios que pode afetar a classificação de um item.

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Como Elaborar a Curva ABC

Para elaborar a Curva ABC iremos usar o Excel. A elaboração da Curva ABC é bem simples e compreende três fases distintas:

a) Elaboração do Inventário  (consiste em construir uma planilha com as seguintes informações: valor unitário, quantidade, valor total);

b) Elaboração da Análise ABC (consiste na divisão dos itens nas classes A, B e C);

c) Elaboração e interpretação do gráfico, com identificação plena de percentuais e quantidades de itens envolvidos em cada classe, bem como de sua respectiva faixa de valores.

1º PASSO: LISTE TODOS OS MATERIAIS

Em uma planilha, crie 4 colunas:

  • Item;
  • Valor Unitário do Item;
  • Unidades Consumidas no Último ano;
  • Valor Total de Itens Consumidos.

Na primeira coluna aponta-se os itens existentes no estoque, na segunda coluna o valor unitário de cada item, na terceira coluna o valor movimentado de cada item durante o ano e na quarta coluna o valor total de itens movimentados (multiplica-se o número de itens movimentados pelo valor unitário).

2º PASSO: CRIAÇÃO DA ANÁLISE ABC

Reorganize a coluna correspondentes ao Valor Total em ordem decrescente. Isso irá evidenciar as os itens que movimentaram um volume maior de dinheiro dentro do estoque.

 

3º PASSO: CRIAÇÃO DAS COLUNAS %

Esse é o momento em que iremos identificar a porcentagem de movimentação de cada item do estoque. Essa ação tem como finalidade a identificação dos itens de classe A, B e C.

Itens de Classe A são: Produtos que representam até 70% da movimentação e 30% do volume do estoque;

Itens de Classe B são: Produtos que representam até 20% da movimentação e 20% do volume do estoque

Itens de Classe C são: Produtos que representam até 50% da movimentação e 10% do volume do estoque.

4º PASSO: CRIAÇÃO DO GRÁFICO E CURVA ABC

Selecione os valores das colunas Itens Acumulados até a última coluna referente a porcentagem. Com as células selecionadas, vá até Inserir/Gráfico/Linhas/Linha 2d/Linhas.

Feito isso, o gráfico será gerado.

A Curva ABC é apenas uma das ferramentas usadas para evidenciar a qualidade do estoque e identificar os pontos que realmente necessitam de esforço  e atenção para gerenciar.

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Controle de Estoque

O objetivo básico do controle de estoques é evitar a falta de material sem que esta diligência resulte em estoques excessivos às reais necessidades da empresa.

O controle de estoque procura manter os níveis estabelecidos em equilíbrio com as necessidades de demanda, consumo ou das vendas ou custos daí decorrentes. Os níveis dos estoques estão sujeitos a velocidade da demanda. Se a constância da procura sobre o material for maior que o tempo de ressuprimento, pode ocorrer a ruptura ou esvaziamento do estoque, com prejuízos visíveis para produção, manutenção e vendas. Contrapartida, se não dimensionarmos as necessidades do estoque, poderemos chegar ao ponto de excesso de material ou ao transbordamento de seus níveis em relação a demanda real, com prejuízos para circulação de capital.

O equilíbrio entre a demanda e a obtenção de material é o principal o objetivo do controle do estoque, para garantir uma gestão eficiente e eficaz.

O estoque pode ser avaliado por três métodos:

  • PEPS: Primeiro que entra, primeiro que sai;
  • UEPS: Último que entra, primeiro que sai;
  • Custo Médio.

PEPS é um processo que obedece à ordem das saídas pelo valor da entrada. Este método é baseado na cronologia das entradas e saídas. O procedimento de baixa dos itens de estoque é feito para ordem de entrada do material na empresa, primeiro que entrou será o primeiro que saíra e assim utilizar seus valores na contabilização do estoque.

UEPS é o método que obedece ao processo de que o primeiro a sair deverá ser o último que entrou no estoque. Esse processo facilita a valorização do saldo estipulado pelo último preço e na contabilização dos produtos para a definição de preços de venda, refletindo custos mais próximos da realidade do mercado.

O Custo Médio é o método mais usado freqüentemente, pois ele é o mais simples e evita o excesso de preços nos produtos. Apuração do custo médio é efetuada dividindo-se o custo total do estoque pelas unidades nele existente. Assim, ele terá o valor médio entre as entradas e as saídas, ou seja, o valor total dos produtos adquiridos é dividido pela quantidade existente de produtos, obtendo assim o preço que será atribuído na venda. O Custo médio é recalculado sempre que é feita uma entrada ou uma saída do estoque.

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jhonata

Jhonata Teles é profissional certificado internacionalmente pela SMRP – Society Maintenance & Reliability Professionals, na categoria CMRP – Certifield Maintenance & Reliability Professional. Especialista em Gestão, Planejamento e Controle de Manutenção, Analista de Vibração com certificação Nível 2 pela FUPAI e certificação internacional pela Instituição Canadense Mobius Institute, especialista em Lubrificação Industrial com certificações internacionais MLT-1 e MLA-1 pelo ICML – International Council of Machinery Lubrication. Possui mais de 12 anos de experiência em indústrias de grande porte, sempre dedicados a Gestão da Manutenção, PCM e projetos de Confiabilidade Industrial. Atuou como Analista de Vibração, Consultor Técnico, Supervisor de PCM, Coordenador e Gerente de Manutenção em indústrias dos segmentos alimentício, higiene e limpeza, químico, metalúrgico e cimenteiro. Autor dos livros e métodos de capacitação: Planejamento e Controle da Manutenção DESCOMPLICADO ®, Bíblia do RCM e Gestão de Paradas de Manutenção. Como Diretor de Operações da ENGETELES já liderou mais de 300 projetos de consultoria no Brasil e em seis países, além de ter capacitado mais de 10.000 profissionais na área de Gestão da Manutenção.