abril 27 2017 0Comment

Gestão de Paradas de Manutenção: O jeito certo de se fazer!

gestão de paradas de manutenção

As paradas programadas para manutenção dos equipamentos são peças fundamentais para que uma empresa consiga se manter competitiva quando o assunto é volume de produção, performance, custos operacionais e produtividade. No entanto, a gestão das paradas de manutenção é um grande desafio para diversas industrias, não existe maneira mais fácil de se fazer ou mais rápida, existe apenas a maneira certa e nesse artigo você saberá como isso deve ocorrer.

O volume de atividades, informações e pessoas envolvidas em uma parada de manutenção é extremamente alto e rico em detalhes. Isso pesa o gerenciamento e faz com que o planejamento e o controle da parada de manutenção seja realizado de uma forma particular e totalmente diferente do que é usado para controlar as atividades de manutenção do dia-a-dia. gestão de paradas de manutenção

A Gestão das Paradas de Manutenção deve ser vista como um projeto e faz o bom uso de ferramentas, técnicas e processos de Gerenciamento de Projetos para obter sucesso. gestão de paradas de manutenção

Conceitualmente paradas de manutenção são eventos cíclicos em que as fábricas param sua produção total ou parcial para realizar atividades de manutenção. A principal finalidade destas paradas é fazer que os equipamentos retornem à sua condição nominal de trabalho.

A base das atividades realizadas nestas paradas são as manutenções preventivas, porem aproveita-se também este momento para realizar manutenções corretivas planejadas, preventivas, preditivas, detectivas, engenharia de manutenção e também pequenos projetos para incrementos dos processos produtivos. Apesar das paradas serem eventos cíclicos nunca uma parada é igual a outra e como qualquer projeto tem inicio, meio e fim.

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Manutenção corretiva: Melhora equipamentos e seus componentes, de forma que a manutenção preventiva possa ser executada de forma confiável. Equipamentos com problemas de projeto devem ser planejadas para melhorar a confiabilidade ou melhorar sua manutenção.

Manutenção corretiva planejada é a correção do desempenho menor que o esperado ou da falha, por decisão gerencial, isto é, pela atuação em função do acompanhamento da manutenção preditiva ou pela decisão de operar até a quebra da máquina. A decisão da adoção da política de manutenção corretiva planejada pode advir de vários fatores, tais como: negociação de paradas de produção, aspectos ligados à segurança dos funcionários, melhores planejamentos dos serviços, garantia de ferramentais e peças. gestão de paradas de manutenção

Manutenção preventiva é a atuação realizada de forma a reduzir ou evitar a falha ou quebra no desempenho, obedecendo a um plano previamente elaborado, baseado em intervalos definidos de tempo, ou seja, o setor de Planejamento elabora planos de manutenção baseados nos tempos dos equipamentos definidos pelos fabricantes; com isto consegue antecipar as falhas que possam vir a ocorrer nos equipamentos. Assim, este tipo de manutenção caracteriza-se pela busca sistemática e obstinada para evitar a ocorrência de falhas, procurando prevenir, mantendo um controle contínuo sobre os equipamentos, efetuando operações julgadas convenientes.

Manutenção preditiva: trata-se de um método no qual a vida útil de peças importantes é prevista com base em inspeção ou diagnóstico, a fim de usar as peças até o limite de sua vida útil. Comparada à manutenção periódica, a manutenção preditiva é uma manutenção baseada em condição Assim, baseia se no acompanhamento das inspeções.

Para adoção da política de manutenção preditiva devem-se levar em consideração fatores, tais como: segurança, custos e disponibilidade dos equipamentos. gestão de paradas de manutenção

Manutenção detectiva é a atuação efetuada em sistemas de proteção buscando detectar falhas ocultas ou não perceptíveis ao pessoal de operação e manutenção, esta forma de manutenção caracteriza-se por detectar correção das falhas, mantendo o sistema operando. Sua importância cresce a cada dia, em virtude da maior automação das plantas e utilização de microprocessadores. gestão de paradas de manutenção

Engenharia de Manutenção é deixar de ficar consertando continuadamente, para procurar as causas básicas, modificar situações permanentes de mau desempenho, deixar de conviver com problemas crônicos, melhorar padrões e sistemáticas, desenvolver a manutenibilidade, interferir tecnicamente nas compras.

A engenharia de manutenção caracteriza-se pela utilização de dados para análise, estudos e melhorias nos padrões de operações e manutenção dos equipamentos, por meio de técnicas modernas, vencendo assim um obstáculo na cultura sedimentada das pessoas.

As paradas programadas de plantas industriais, principalmente aquelas de grande porte, são eventos marcantes em uma unidade industrial.

Este momento pode ser entendido como um episódio atípico na vida das unidades industriais, que trabalham em regime contínuo, pois durante este evento temos a maximização dos riscos, no que tange aos critérios de Segurança, devido à elevada concentração de mão de obra, bem como o fluxo de energias, que eram contidas durante a operação e outras que se manifestam devido às intervenções de manutenção.

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Uma parada de manutenção é um evento crítico, e a sua operacionalização é composta por diversas atividades: de natureza operacional, que vai permitir a liberação e a execução dos serviços propostos; serviços de engenharia para execução dos novos projetos; atividades de manutenção realizadas por mão de obra especializada em mecânica, elétrica, instrumentação, solda ou serviços complementares, como é o caso da montagem de andaimes, uso de guindastes e outros que permitam a execução das tarefas. Contudo há outras atividades que vão criar os meios necessários, para possibilitar a execução do evento, como é o caso do armazenamento, transporte, instalações avançadas e outras que permitem a execução plena do evento. gestão de paradas de manutenção

Neste contexto, este livro vai mostrar a necessidade de inserir as atividades de logística ou suporte operacional ao planejamento da parada de manutenção. Permitindo desse modo, a operacionalização desses serviços, de modo seguro para os colaboradores, meio ambiente, a integridade dos equipamentos, bem como permitir que os objetivos traçados no evento, no que tange escopo, prazo, custo e qualidade sejam alcançados. gestão de paradas de manutenção

Objetivo da Parada

As paradas de manutenção visam restaurar e/ou melhorar as condições dos equipamentos e instalações.

A questão manutenção na empresa tem fator preponderante na redução de custos, visto que esta é considerada como atividade importante um setor de suporte a produção e consequentemente, está interligada diretamente a todas as áreas de produção e faz parte contexto de Gestão Empresarial, trata-se de uma área fundamental para as empresas. Nessas premissas, as paradas de manutenção devem ser tratadas como investimento na empresa, pois, além de manter determinado o bom funcionamento, mantém também o processo produtivo. gest

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Para que a empresa continue competitiva no mercado é necessário que todos os setores estejam focados no objetivo da empresa e trabalhem para que o mesmo venha a ser realizado. Para que isso ocorra é necessário que o setor de manutenção tenha um gerenciamento estruturado a partir de um conjunto de práticas de manutenção bem definidas, sólidas e disseminadas por todo o setor, assegurando os resultados e metas para sobrevivência da empresa. Uma manutenção gerenciada adequadamente contribuirá para qualidade e produtividade do produto, minimizará custos de produção, terá controle total e será mais ágil nos processos industriais garantindo uma vantagem competitiva para a empresa, sobre os concorrentes. Em relação à manutenção industrial, esta torna se uma ferramenta tão importante quanto outras áreas industriais, bem como torna o relevante quanto a logística, qualidade, manufatura ou engenharia. Considera se que a boa manutenção industrial contribui da mesma forma para a produtividade e a qualidade industrial, sendo vital para garantir o sucesso produtivo favorecendo a empresa. Portanto é importante fazer um bom planejamento de manutenção na empresa, pois o mesmo vai gerar produtividade e, consequentemente, lucratividade. gestão de paradas de manutenção

Nesta premissa é importante ressaltar que a função da parada de manutenção deve estar ligada à missão da organização, para que possa ser abordada de uma forma geral, caracterizando como fator responsável pelo funcionamento das instalações, dentro de condições que garantam, basicamente, a qualidade dos produtos finais e a produtividade dos processos. De forma geral, manutenção nada mais é que qualquer técnica que visa manter e/ou prolongar o bom funcionamento de equipamentos, ferramentas e estrutura pelo maior tempo possível Na atual conjuntura, a concorrência entre as empresas se torna cada vez mais acirrada. Portanto, percebe-se a importância de ter um fluxo de trabalho produtivo eficaz. Nessa perspectiva a visão, da manutenção torna se um dos fatores de fundamental importância para a sobrevivência de uma organização, garantindo o prolongamento da vida útil de equipamentos, estrutura, ferramentas e até mesmo pessoas.

Em resumo, as paradas de manutenção tem como objetivo principal elevar os índices de Confiabilidade e Disponibilidade dos equipamentos industriais.

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Tipos de Paradas Programadas de Manutenção

Existem vários tipos de Paradas de Manutenção, cada tipo de parada é específico para atender o tipo de campanha que a empresa trabalha. Ou seja, quem determina o ritmo e o tipo da parada de manutenção é o sistema de produção da empresa.

Antes de definir o tipo de parada de manutenção que você irá definir você deve analisar qual é o regime de produção em que a empresa trabalha.

As campanhas são basicamente divididas em duas categorias: processo por bateladas e processo contínuo.

Processo por Bateladas

Esse processo é dividido em ciclos de produção curtos, com uma média de duração de 7 dias. Ou seja, as empresas que trabalham sob esse regime tem uma “folga” maior para suportar uma parada geral para manutenção dos equipamentos. gestão de paradas de manutenção

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Exemplos de processos industriais que adotam o processo por bateladas são; Produção de Laticínios, Bebidas, Produtos de Limpeza, Embalagens, Produtos Têxteis, Embalagens, etc.

Esses processos são curtos e permitem que a fabrica pare em períodos menores. Cada ciclo de produção é tratado como batelada e cada batelada é finalizada dentro de 2 dias, e ao final do ciclo as matérias primas foram transformadas em vários lotes do produto final.

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Esse processo permite que a empresa faça um estoque de produtos acabados em uma quantidade que seja suficiente para suprir as demandas do mercado no período em que a fábrica (ou parte dela) estiver parada para manutenção.

Mas não se engane! O fato de a empresa trabalhar sob esse regime e ter uma suposta “folga” no seu cronograma de produção, não quer dizer que esse é o melhor regime para se planejar uma parada para manutenção.

Geralmente as empresas que trabalham sob esse regime já operam com uma enorme demanda de produção, o que faz com que as linhas de produção trabalhem constantemente no seu limite operacional. gestão de paradas de manutenção

Outra característica dessas fábricas é que elas trabalham em regime de bateladas justamente por necessitarem de uma pausa no processo de produção. Seja para limpeza, para setups de produção ou até mesmo para serviços rápidos de manutenção (conhecidos como pit-stops). E isso também vai pesar na hora de planejar as grande paradas de manutenção.

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Ainda temos que contar com o fato de que não é simples aumentar o limite de estoque do produto acabado de uma empresa, temos que analisar se há espaço o suficiente para armazenar o produto, deve-se analisar os custos que serão gerados sobre isso e diversos outros fatores. gestão de paradas de manutenção

Por esse motivo, existe um tipo de parada de manutenção ideal para cada tipo de campanha. Antes de explicar quais são esses tipos de paradas, eu vou te explicar como funciona o processo contínuo de produção.

Como o próprio nome já diz, Processo Contínuo é aquele que não tem interrupções programadas em um longo período de tempo. Esses tipos de processos de produção são lentos, carregados de detalhes e particularidades.

Esse tipo de processo não permite grandes estoques sobressalentes de produto acabado por diversos motivos, entre eles se destacam:

  • O produto final é caro demais para estar estocado;
  • O processo de produção é lento, o que inviabiliza a produção em maior número para gerar o estoque;
  • A alta demanda do mercado exige que as fábricas trabalhem 24 horas por dia e 7 dias por semana, para que consigam entregar os produtos em tempo hábil.

Exemplos de produtos que são produzidos sobre esse regime: Automóveis, Petróleo e Gás, Minérios em Geral, Alimentos produzidos em safra, energia elétrica, etc.

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Todos esses processos citados acima são exemplos de processos de produção contínuos e que não podem ser interrompidos facilmente.

Em média o pré-sal brasileiro extrai 1 milhão de barris de petróleo por dia. São sete sistemas de produção de grande porte, que produzem, estocam e dão vazão a esse volume. O custo médio de extração, em decorrência desses fatores é de US$ 15,00 por barril de óleo.

Imagine a complexidade de parar uma planta que produz 15 milhões de dólares por dia! Não é nada fácil, mas os equipamentos precisam passar por manutenção para garantir os níveis de disponibilidade e confiabilidade da operação. Por isso, existe um tipo específico de parada para esse tipo de processo. gestão de paradas de manutenção

Outro exemplo interessante é o de uma montadora de automóveis. Todos os anos são lançados novos modelos de automóveis e essa indústria está cada vez mais competitiva. Uma montadora de grande porte produz em média 800 mil veículos por ano, ou seja, são em média 2190 carros produzidos por dia.

Supondo que esses veículos são carros populares, no valor de R$50 mil, é uma operação diária mais de R$1 milhão de Reais. Imagine que você tenha que parar a planta por 15 dias para manutenção, faça as contas e verá que não será nada fácil convencer o Diretor da empresa. g

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Também podemos usar o exemplo da produção em safra, para produtos como tomate ou cana de açúcar, que são produtos que podem ser colhidos apenas em determinadas épocas do ano.

A grande maioria das indústrias que trabalham em regime de safra e entre-safra, vivem entre a cruz e a espada. Pois ao mesmo tempo em que podem desfrutar de um longo período com a planta parada (enquanto o tomate cresce), elas também devem garantir que quando a produção reiniciar ela não terá interrupções, pois o tomate pode apodrecer na lavoura e causar prejuízos catastróficos.

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Paradas Ideais para Cada Tipo de Processo

Como expliquei anteriormente, cada tipo de processo vai exigir um tipo de parada de manutenção diferente. Todos os processos de produção necessitam de uma parada para manutenção, mas essas paradas nunca serão iguais. Até mesmo quando estamos falando da mesma empresa, as paradas sempre serão diferentes quando comparadas com as anteriores.

Basicamente são três tipos de paradas de manutenção:

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Parada Programada Geral:

As principais características desse tipo de parada são:

  • 100% da produção é interrompida;
  • Todos os equipamentos são disponibilizados para manutenção;
  • Acontecem Anualmente (geralmente aproveita-se o período das festas de fim de ano);
  • São planejadas com maior antecedência.

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Esse tipo de parada se aplica melhor em processos de produção por batelada. O fato dos processos de produção por batelada terem um intervalo entre uma batelada e outra, proporciona oportunidades para a manutenção atacar as atividades mais ágeis e colocar o plano de manutenção preventiva em dia, deixando para a parada de manutenção apenas os serviços mais críticos e pesados.

Geralmente esse tipo de parada tem uma duração média de 15 a 20 dias e são realizados apenas os serviços que não podem ser executados durante a operação da fábrica. Seja por motivos de produção, segurança ou contingente.

A partir do momento em que a planta está 100% inoperante, é possível realizar uma infinidade de serviços com maior nível de qualidade, precisão e segurança. Desde inspeções mais detalhadas, até a substituição de linhas de produção inteiras.

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Parada Programada Parcial

As principais características dessa parada são:

  • Apenas parte da produção é interrompida;
  • As datas das paradas estão atreladas a eventos da produção (a manutenção é realizada por oportunidade).

Esse tipo de parada produz melhores resultados quando aplicado em processo contínuo. Isso se dá pela facilidade de parar setores secundários da planta, em períodos diferentes e realizar os serviços sem prejudicar a produção.

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Também é uma prática comum aproveitar oportunidades criadas pelas lacunas de produção entre um processo e outro e realizar uma parada programada parcial. Podemos citar como exemplo o processo de produção de cimento:

O processo de produção do cimento é dividido basicamente em 6 etapas, sendo elas respectivamente: mineração, britagem, moagem de cru, calcinação, moagem de cimento e ensacamento.

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Conclusão

Antes de pensarmos na Gestão de Paradas de Manutenção com um todo, devemos primeiro analisar qual é o tipo de processo de produção em que a empresa está empregada e qual o tipo de parada de manutenção que irá atender as necessidades da empresa no quesito técnico, financeiro e produtivo.

Na Parte 2 desse artigo, iremos abordar os itens abaixo:

  • Qual é o melhor período para se programar uma parada de manutenção;
  • Quais são os fatores críticos que influenciam as paradas de manutenção;
  • Os 7 pilares básicos para Gestão de Paradas de Manutenção;

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jhonata

Jhonata é Engenheiro Mecânico e Engenheiro de Produção formado pelo Centro Universitário do Distrito Federal, Técnico em Eletrotécnica e Técnico em Mecânica formado pelo SENAI –Roberto Mange. Atua há 12 anos no setor de manutenção em industrias de grande porte dos seguimentos Alimentício, Higiene e Limpeza, Farmacêutico, Químico, Metalúrgico, Cimenteiro, Açúcar e Álcool, etc. É especialista em Planejamento e Controle de Manutenção, RCM - Manutenção Centrada em Confiabilidade e Lubrificação Industrial com Certificação Internacional MLT-I pelo ICML –International Council of Machinery Lubrication, Analista de Vibração Nível II pela FUPAI. Já atuou como Consultor de Lubrificação, Analista de Vibração, Supervisor de Manutenção Industrial e hoje é Diretor de Engenharia e Negócios da Engeteles e Coordenador de Manutenção em uma industria multinacional fabricante de produtos para automação residencial.