fevereiro 12 2021 0Comment

Reduzir as Manutenções Corretivas

REDUZIR AS MANUTENÇÕES CORRETIVAS | VEJA 3 MANEIRAS.

Essas são algumas maneiras para você reduzir as Manutenções Corretivas, domine isso e aplique a gestão da manutenção com excelência.

 

Na NBR-5462, norma que define conceitos relacionados a confiabilidade e mantenabilidade , no item 2.8.8 vemos que a manutenção corretiva nada mais é do que a manutenção efetuada após a ocorrência de uma pane destinada a recolocar um item em condições de executar uma função requerida.

 

Então é sobre esse tipo de evento (pane) que devemos conversar para reduzir as manutenções corretivas.

 

Para progredirmos nesse assunto, vamos analisar 3 itens: Defeito, Falha e Pane

 

O conceito de Defeito: Qualquer desvio de uma característica de um item em relação aos requisitos.

 

Os requisitos que a norma está colocando, podem ou não ser expressos na forma de uma especificação.

 

Por exemplo, no caso da pressão de um pneu, é preciso dar valores específicos para essa pressão, um mínimo e um máximo.

 

Mas existem casos que não pedem uma unidade de medida, pedem apenas uma característica física.

 

Algo muito importante a ser dito também é que um defeito pode ou não afetar a capacidade de um item de desempenhar a sua função requerida.

 

No caso de um pneu, mesmo que ele esteja murcho, um carro pode desempenhar sua função de ir do ponto A até o ponto B.

 

O conceito de Falha: Término da capacidade de um item de desempenhar a função requerida.

 

Um item pode desempenhar diferentes funções, e sempre que acontece algo que interrompe uma dessas (ou todas essas) funções, podemos dizer que esse evento se trata de uma falha.

 

Vamos imaginar que o operador de uma empilhadeira, no momento de içar os garfos para coletar uma carga, perceba que a máquina não está respondendo a esse comando. Podemos dizer que uma das funções da empilhadeira, nesse momento, terminou, portanto, temos a apresentação de uma falha.

 

Ainda no mesmo exemplo, caso o operador tente ligar a empilhadeira e não consiga, temos também a apresentação de uma falha, porém, de caráter mais crítico, pois nesse caso, nenhuma das funções pode ser desempenhada.

 

 

O conceito de Pane: O estado de um item caracterizado pela impossibilidade de desempenhar uma função requerida.

 

Ao ler o conceito de pane você pode estar se perguntando “qual a diferença da Falha para o Pane?

 

A questão é que a falha é um evento, a pane é relacionada a um estado.

 

Após o evento de falha é que ocorre a pane. É o intervalo de tempo em que o item não pode desempenhar sua função.

 

Mas afinal, qual o motivo de eu ter entrado nesses aspectos…

 

Agora você já consegue diferenciar o que é manutenção corretiva e o que não é (tudo aquilo que você faz no estado de pane).

 

Recomendo que assista o vídeo abaixo. Entender esse ponto é muito importante para reduzir as manutenções corretivas.

 

 

BENCHMARK DE APROPRIAÇÃO DE HORAS POR TIPO DE MANUTENÇÃO.

 

Em um benchmark mundial (SMRP) dizem que você deve trabalhar 50% da sua base (tempo do seu pessoal) com manutenção preditiva, 30% em preventivas, no máximo 10% de corretiva e 10% em melhorias.

 

Empresas com um alto índice de manutenções corretivas devem trabalhar para reduzir as manutenções corretivas. Isso já está bem claro.

 

Mas como reduzir as manutenções corretivas?

 

Exatamente isso que você vai ver nas próximas linhas.

O CONCEITO DA CRUVA PF PARA REDUZIR AS MANUTENÇÕES CORRETIVAS.

 

(Gráfico – O conceito da Curva PF para reduzir as manutenções corretivas)

 

A Curva PF é uma expressão gráfica básica e de entendimento obrigatório para quem deseja reduzir as manutenções corretivas e montar qualquer plano de manutenção.

 

Observando a curva acima, você pode verificar que o eixo vertical ilustra a performance do equipamento e no eixo horizontal você tem o tempo de operação deste equipamento.

 

Ou seja, podemos analisar o que acontece com a performance de um equipamento em função do tempo.

 

Então imagine que você tem uma falha em potencial em um determinado item. Essa falha potencial é um defeito. Pois é o momento que você consegue identificar um desvio na característica do seu equipamento.

 

Se você não tomar a ação correta em relação ao defeito você começa a perder muita performance até chegar ao ponto de falha funcional, o que consequentemente leva ao estado de pane.

 

Mas perceba que há um intervalo entre o defeito e a falha funcional.

Na década de 70 começaram a perceber esses aspectos. Antes de ocorrer uma pane o equipamento demonstra vários sinais.

 

Então começaram a identificar qual o defeito, de onde está surgindo o defeito, qual a causa desse defeito, qual o nível de intensidade desse defeito e qual é a tendência que esse defeito provoca no equipamento. E começaram a tratar de forma preditiva. Para reduzir as manutenções corretivas.

 

Clique aqui para entender em detalhes sobre a manutenção preditiva.

MANUTENÇÕES PREVENTIVAS COM BASE NO TEMPO E CONDIÇÕES.

 

Se você quer reduzir as manutenções corretivas, preste muita atenção na diferença…

 

Muitos profissionais que se deparam com um alto índice de manutenções corretivas acreditam que a melhor saída é começar a fazer um plano de manutenção preventiva.

 

Mas a verdade é que ela tem uma viabilidade média, eficiência baixa e custo alto.

 

O que acontece muito quando você foca apenas na manutenção preventiva é que muitas vezes o seu plano estará dizendo para realizar uma intervenção em um equipamento por causa do tempo e na prática a parada daquele equipamento vai trazer mais prejuízos. Sem contar as muitas vezes que acabam jogando peça boa fora.

 

Analistas descobriram que o tempo de inatividade por manutenção custa em média de 5% a 20% da  capacidade produtiva de uma fábrica.jhn

 

O ponto é: a melhor maneira de você trabalhar com o objetivo de reduzir as manutenções corretivas não é com base no tempo. E sim com base na condição.

 

A manutenção preventiva com base na condição tem uma viabilidade média e custo alto também, porém a eficiência deixa de ser baixa e passa a ser alta.

 

O que se deve prestar bastante atenção é que nesse tipo de preventiva você deve mapear os defeitos. E analisar se a troca do componente, por exemplo, é a melhor opção a nível de custo, risco, segurança e confiabilidade.

 

Clique aqui para ter acesso ao artigo onde detalhamos as Manutenções Preventivas. Lhe ajudará bastante a reduzir as manutenções corretivas.

GERENCIANDO OS RISCOS DO FMEA.

A excelente forma de você reduzir as manutenções corretivas é gerenciando os riscos, o que você pode fazer com o FMEA.

 

O FMEA é uma metodologia para gerenciamento de riscos através do gerenciamento das falhas, dos seus modos e seus efeitos.

 

A verdade é que toda falha tem um modo de falha e um efeito de falha.

 

No exemplo do carro… Ao queimar a junta do cabeçote do motor do carro você está identificando a falha. Ao acender a luz de temperatura alta no painel do carro, é um dos modos de falha. A consequência foi a pane do carro, esse seria um efeito da falha.

 

Outro aspecto é que toda falha tem um risco. Esse risco é calculado por 3 esferas: A ocorrência dessas falhas, a severidade das falhas e a detecção dessas falhas.

 

O FMEA tem viabilidade baixa, eficiência média e custo – se bem feito – baixo. É um método muito indicado para reduzir as manutenções corretivas.

 

Mas não é indicado utilizar esse método de maneira isolada. Assista ao vídeo abaixo e veja como implantar o FMEA em seus planos de manutenção.

 

 

O QUE É NECESSÁRIO PARA UM GESTOR DE MANUTENÇÃO REDUZIR AS MANUTENÇÕES CORRETIVAS.

 

Se você deseja se tornar um gestor de manutenção capaz de chegar em qualquer empresa e criar planejamentos que realmente reduzem as manutenções corretivas e entregam resultados cada vez melhores…

 

Você precisa de segurança.

 

E a segurança que eu digo é especificamente a segurança em seu conhecimento.

 

…isso é o que tem separado os gestores de manutenção de sucesso.

 

Mas preste muita atenção… Eu não digo para você simplesmente estar seguro do que vai fazer.

 

O que eu quero que você entenda é: Você deve ter segurança para aplicar suas ideias… Porém essa segurança deve vir do DOMÍNIO sobre o que você faz.

 

Estar seguro para fazer um bom planejamento de manutenção sem o domínio sobre o assunto pode ser até irresponsabilidade.

 

Mas… A segurança com base no seu domínio sobre o conhecimento é o que vai te colocar no grupo de gestores da manutenção que são reconhecidos no mercado e ganham muito mais por isso.

 

Pensando nisso, nós criamos a Engeteles Academy.

 

Uma plataforma Online que proporciona total segurança para gestores de manutenção colocarem seu conhecimento em prática através do domínio sobre o assunto, adquirido em cursos práticos e específicos em cada área da gestão da manutenção.

 

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A plataforma foi criada exclusivamente para profissionais que querem alcançar algum cargo na área da gestão da manutenção ou para quem já está na área e quer alavancar mais ainda sua carreira.

 

Todas as aulas foram produzidas de maneira bem didática, ao concluir cada curso você terá todo o conhecimento necessário para gerar resultados reais onde estiver.

 

Aqui está um pouco do que você irá aprender:

 

Curso de Gestão de Estoque de Manutenção.

 

Como gerenciar as movimentações de materiais de estoque de maneira organizada e dinâmica.
Qual a importância de cada um dos itens do estoque.
Qual a melhor política de estocagem para cada um dos itens.
Como definir as quantidades ideais para cada um dos itens de estoque.
O momento certo de repor o estoque.
Como facilitar o trabalho do dia-a-dia de um almoxarifado aplicando técnicas de estocagem e logística de armazenamento.

 

Curso de Programador de Manutenção.

 

Como Elaborar um Cronograma de 52 Semanas no Excel
Como Elaborar um Cronograma de Manutenção Mensal e Trimestral no Excel
Como Priorizar Atividades de Manutenção Usando a Matriz RIME
Como Realizar um Cronograma Semanal de Atividades de Manutenção Usando o Excel
Como Elaborar e Controlar Ordens de Serviço
Gestão e Programação de Grandes Paradas Para Manutenção
E muito, muito mais…

 

Curso de Planejador de Manutenção.

 

Como Definir as Atividades Corretas para o Plano de Manutenção
Como Definir as Frequências de Manutenção Corretamente
Como Elaborar uma Matriz C.H.A (Conhecimento, Habilidade e Atitude)
Como Definir Corretamente os Recursos Para Realizar Atividades de Manutenção
Como Elaborar Procedimentos de Manutenção com Base na Confiabilidade Humana
Como Ser Um Planejador de Manutenção Disputado no Mercado de Trabalho
E muito mais…

 

Curso de Analista de Manutenção.

 

Como Controlar o MTBF no Excel.
Como Controlar o MTTR no Excel.
Como Controlar a Confiabilidade no Excel.
Como Controlar a Disponibilidade no Excel.
Como Controlar a Mantenabilidade no Excel.
Como Controlar o Backlog de Manutenção no Excel.
Como Controlar os Custos de Manutenção no Excel.
Como Controlar os Custos de Manutenção no Excel.
Como Ser um Analista de Manutenção Disputado no Mercado de Trabalho.
E muito mais…

 

São cursos completos com certificação e planilhas prontas para você aplicar seu conhecimento.

 

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jhonata

Jhonata Teles é profissional certificado internacionalmente pela SMRP – Society Maintenance & Reliability Professionals, na categoria CMRP – Certifield Maintenance & Reliability Professional. Especialista em Gestão, Planejamento e Controle de Manutenção, Analista de Vibração com certificação Nível 2 pela FUPAI e certificação internacional pela Instituição Canadense Mobius Institute, especialista em Lubrificação Industrial com certificações internacionais MLT-1 e MLA-1 pelo ICML – International Council of Machinery Lubrication. Possui mais de 12 anos de experiência em indústrias de grande porte, sempre dedicados a Gestão da Manutenção, PCM e projetos de Confiabilidade Industrial. Atuou como Analista de Vibração, Consultor Técnico, Supervisor de PCM, Coordenador e Gerente de Manutenção em indústrias dos segmentos alimentício, higiene e limpeza, químico, metalúrgico e cimenteiro. Autor dos livros e métodos de capacitação: Planejamento e Controle da Manutenção DESCOMPLICADO ®, Bíblia do RCM e Gestão de Paradas de Manutenção. Como Diretor de Operações da ENGETELES já liderou mais de 300 projetos de consultoria no Brasil e em seis países, além de ter capacitado mais de 10.000 profissionais na área de Gestão da Manutenção.