março 15 2021 0Comment

Análise RAM | Como elaborar em 7 passos.

Os 7 passos para elaborar a Análise RAM e traçar todas as estratégias necessárias para diminuir os custos durante todo o ciclo de vida dos ativos e aumentar o lucro de um sistema de gestão da manutenção.

 

Você sabe, ou saberia, calcular a probabilidade de um ativo não falhar em um processo de produção?

 

Caso o ativo falhasse, você saberia calcular a probabilidade dele ser reparado dentro do tempo previsto?

 

Calcular qual a porcentagem de tempo que o ativo estaria disponível, gerando valor?

 

A verdade é que a resposta para essas perguntas geram informações extremamente importantes para criar estratégias para a gestão da manutenção e gestão dos ativos físicos.

 

Ter a resposta para essas perguntas proporciona a otimização da vida útil dos ativos, diminuindo seu LCC - Life Cycle Cost.

 

E é exatamente esse o propósito da Análise RAM.

 

A análise RAM baseia-se em 3 pilares: Confiabilidade, Disponibilidade e Manutenabilidade. Daí vem o nome da análise RAM (Reliability, Availability e  Maintainability).

 

Em outras palavras, com base nesses 3 pilares a análise RAM possibilita gerar informações extremamente importantes para o Gestor de Manutenção traçar todas as estratégias necessárias para fazer os ativos gerarem o maior valor possível para a empresa durante todo seu ciclo de vida

 

Não é à toa que o pequeno grupo de gestores que dominam a análise RAM são desejados no mercado.

 

Veja os 7 passos para encontrar a confiabilidade, disponibilidade e mantenabilidade de um sistema e elaborar a Análise RAM com excelência.

 

1° PASSO: Desenhar Diagrama de Blocos de Confiabilidade.

 

O primeiro passo para elaborar a Análise RAM é entender como cada ativo se relaciona entre si e representar isso graficamente. A melhor ferramenta para tal objetivo é o Diagrama de Blocos de Confiabilidade (RBD).

 

Através do RBD é possível entender como o desempenho da função de cada ativo auxilia no cumprimento da função do processo como um todo.

 

Através do RBD  é possível saber o que serão consideradas falhas funcionais dos ativos, uma vez que as suas funções estão descritas e relacionadas, e perceber como essas falhas impactam no cumprimento da função do processo como um todo.

 

2° PASSO: Desenhar FTA - Fault Tree Analysis.

 

 

Este é um passo de extrema importância na Análise RAM.

A FTA - Fault Tree Analysis é um detalhamento das falhas que podem ocorrer em cada ativo descrito no RBD.

 

A FTA pode ser encarada como uma versão visual e complementar do FMEA, com o objetivo de ter uma diagramação lógica e entender a sequência de eventos que levaram a uma falha.

 

De posse do FMEA e do RBD desenha-se a FTA, evidenciando a principal falha (evento topo) de cada ativo que será descrito no FTA.

 

3° PASSO: Apurar o MTTR das falhas evidenciadas na FTA.

 

 

O terceiro passo para elaborar a análise RAM é apurar o tempo médio entre reparo das atividades de manutenção que serão necessárias para colocar o ativo de volta ao funcionamento após ocorrência do evento topo.

 

Após a apuração do MTTR (em horas) de cada ativo, esses dados devem ser evidenciados no RBD.

 

Clique aqui e leia um artigo completo sobre MTTR.

 

4° PASSO: Apurar o MTBF das falhas evidenciadas na FTA.

 

Seguindo a mesma linha de raciocínio do 3° passo, os Tempos Médios Entre as Falhas (MTBF) dos ativos devem ser apurados. Esse dado evidenciará de quanto em quanto tempo acontecem os eventos (falha) levantados na FTA.

 

Esta etapa é muito importante para uma boa Análise RAM. Veja o vídeo abaixo para entender em detalhes o cálculo do MTBF.

 

 

5° PASSO: Calcular disponibilidade dos ativos.

 

De posse dos dados de MTBF e MTTR dos ativos é possível calcular a disponibilidade de cada um deles, posteriormente a disponibilidade do sistema como um todo.

 

Para calcular a disponibilidade de cada um dos ativos, basta utilizar os dados já encontrados de MTBF e MTTR através da fórmula:

 

 

A disponibilidade do ativo será expressa em formato de porcentagem, e quanto maior for essa porcentagem, maior é a probabilidade de um ativo se encontrar disponível para executar a sua função, quando necessário.

 

Para calcular a disponibilidade de todo o sistema, basta utilizar as seguintes fórmulas:

 

 

A fórmula para cálculo de um processo de produção em série deve ser expressa em:

 

 

A fórmula para cálculo de um processo de produção em série deve ser expressa em:

 

 

6° PASSO: Calcular confiabilidade dos sistemas

 

O cálculo de confiabilidade, como já foi dito, é dado em função de um tempo futuro; uma vez que se trata da probabilidade de um determinado item (componente, equipamento, sistema, processo, dentre outros) manter sua função requerida dentro de um período específico determinado.

 

Dito isso, o primeiro passo para o cálculo de confiabilidade é a definição da janela de tempo para qual se deseja analisar e fazer a projeção.

 

O único indicador necessário para se encontrar a confiabilidade de um ativo é o MTBF, e através dele, calcular a taxa de falha e a projeção da confiabilidade.

 

Fórmula para cálculo da taxa de falhas:

 

 

Fórmula para cálculo da confiabilidade:

 

 

Para que se possa encontrar a confiabilidade total de um processo com a finalidade de realizar a análise RAM, a lógica a ser seguida é a mesma para o cálculo de disponibilidade apresentado no passo anterior.

 

7° PASSO: Calcular mantenabilidade dos sistemas.

 

Com todos os dados do MTTR dos ativos é possível calcular a probabilidade de se executar um reparo dentro da média histórica dos tempos de reparo, ou seja, calcular a mantenabilidade.

 

O cálculo da mantenabiliadade, e realizado dessa vez com base no MTTR. Com ele é possível encontrar dessa vez a taxa de reparo, e consequentemente a projeção de mantenabildiade.

 

 

A lógica para encontrar a mantenabilidade do sistema todo é a mesma dos outros dois componentes da análise RAM.

 

Entendendo a análise RAM.

 

A disponibilidade de um ativo está relacionado diretamente com a probabilidade de um item não falhar e continuar desempenhando sua função esperada em um determinado período de tempo (a confiabilidade), e também na probabilidade de se colocar um ítem em funcionamento caso ele venha a falhar, em um determinado período de tempo.

 

Logo, é preciso entender que aumentar a disponibilidade de um ativo, de uma linha ou de um sistema completo, está diretamente relacionado com aumentar a confiabilidade de um ítem por períodos mais longos, e aumentar também a mantenabilidade de um ítem por períodos de tempos mais curtos. Quanto menor a chance de falhar, e quando maior a chance de reparar rapidamente, maior sera a disponibilidade de um ativo, e consequentemente a produtividade da empresa e o seu lucro.

 

 

Todo gestor de manutenção precisa fazer isso...

 

A verdade é que mesmo num momento de crise, a área da Gestão da Manutenção está aumentando o número de contratações. Porém, a rotatividade está alta por falta de profissionais capacitados.

 

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As empresas estão loucas por profissionais qualificados... Mas estão com dificuldades em encontrar.

 

Todo gestor de manutenção precisa entregar para seus clientes confiabilidade e disponibilidade de ativos e tranquilidade operacional, gastando nada mais, nem menos do que o necessário.

 

Mas isso tem sido um grande desafio para muitos profissionais.

 

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Como Elaborar um Cronograma de 52 Semanas no Excel
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Como Realizar um Cronograma Semanal de Atividades de Manutenção Usando o Excel
Como Elaborar e Controlar Ordens de Serviço
Gestão e Programação de Grandes Paradas Para Manutenção
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Como Definir as Atividades Corretas para o Plano de Manutenção
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Como Controlar os Custos de Manutenção no Excel.
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jhonata

Jhonata Teles é profissional certificado internacionalmente pela SMRP – Society Maintenance & Reliability Professionals, na categoria CMRP – Certifield Maintenance & Reliability Professional. Especialista em Gestão, Planejamento e Controle de Manutenção, Analista de Vibração com certificação Nível 2 pela FUPAI e certificação internacional pela Instituição Canadense Mobius Institute, especialista em Lubrificação Industrial com certificações internacionais MLT-1 e MLA-1 pelo ICML – International Council of Machinery Lubrication. Possui mais de 12 anos de experiência em indústrias de grande porte, sempre dedicados a Gestão da Manutenção, PCM e projetos de Confiabilidade Industrial. Atuou como Analista de Vibração, Consultor Técnico, Supervisor de PCM, Coordenador e Gerente de Manutenção em indústrias dos segmentos alimentício, higiene e limpeza, químico, metalúrgico e cimenteiro. Autor dos livros e métodos de capacitação: Planejamento e Controle da Manutenção DESCOMPLICADO ®, Bíblia do RCM e Gestão de Paradas de Manutenção. Como Diretor de Operações da ENGETELES já liderou mais de 300 projetos de consultoria no Brasil e em seis países, além de ter capacitado mais de 10.000 profissionais na área de Gestão da Manutenção.