Revisão de Planos de Manutenção | O passo a passo ideal

REVISÃO DE PLANOS DE MANUTENÇÃO | O PASSO A PASSO IDEAL.

O guia para você dominar e aplicar a revisão de planos de manutenção com excelência. Saiba todos os passos necessários para aplicar como profissional.

A revisão de planos de manutenção é um tema extremamente importante para quem já trabalha ou pretende trabalhar na área de gestão da manutenção.

Seja você um planejador, programador, analista, coordenador de manutenção…

Hoje eu quero te mostrar como revisar planos de manutenção.

Então objetivo deste artigo é que você conclua sabendo:

01- O que que devemos revisar durante uma revisão

02- Como fazer uma revisão de planos de manutenção profissional

 Tendo em vista a ótica do custo e eficiência da manutenção.

 O objetivo é transformar a manutenção em um setor cada vez mais estratégico na empresa.

Talvez você já saiba como criar um plano de manutenção… Mas o que será que é mais vantajoso? Começar do zero ou revisar um plano que já estava sendo feito.

Sabemos que a realidade é que não podemos ficar jogando tempo fora. Para criar um plano do zero é necessário muito tempo. Então, se você tiver como revisar algum plano, normalmente esse é o melhor caminho.

Muitas pessoas falam que a revisão de planos de manutenção deve ser feita só após uma sequência de falhas, isso não está correto.

Imagine que você tem um carro de 10 anos de uso.

As atividades de manutenção preventivas que você fazia quando ele tinha acabado de sair da fábrica e a quantidade de preventiva que você faz hoje são diferentes… A idade do carro vai avançando e você vai desgastando cada vez mais os equipamentos, a necessidade de manutenção se torna cada vez maior.

Então por que não seria melhor buscar uma melhoria contínua através de revisões periódicas?

A revisão de planos de manutenção tem vantagens em relação a um plano feito do zero e, ao contrário do que muitos dizem, deve ser feita de maneira periódica. Vamos aos detalhes...

Os 3 pontos para você levar consideração e revisar planos de manutenção são:

  •  Custo.
  • Eficiência.
  • Melhoria Contínua.
Diminuindo os custos.

A partir do momento que o nosso custo de manutenção passa a ser algo que é controlado como objetivo da manutenção, a gente não pode tirar o olho dele de forma alguma.

Um estudo relata que, em média, a cada 10 dólares de manutenção planejada é perdido 5 dólares. O que ocorre muito quando você começa um plano de manutenção do zero.

Então a revisão de planos de manutenção realmente diminui muito os custos.

Em média, 32% do custo de manutenção é gasto com peças de reposição, materiais e insumos. 37% com mão de obra, 4% com treinamentos, 19% de terceirização e 8% em outras atividades.

Um dos pontos que você deve cercar olhando para esses dados:

Onde existe o maior custo de substituições programadas dentro do meu plano?

Como eu vou fazer o mesmo serviço aplicando uma carga horária de HH menor? Ou seja, como eu aumento a produtividade da equipe?

Uma maneira é aumentando e melhorando os recursos.

Imagina como seria se as equipes da Fórmula 1 , ao invés de usar as ferramentas pneumáticas e todos os recursos que têm, fossem trocar os pneus do carro com uma chave de roda comum.

Da mesma forma, se a sua equipe tiver melhores equipamentos, provavelmente ela vai produzir em menos tempo.

Outro ponto muito importante para quem quer fazer uma revisão de planos de manutenção é a eficiência.

Atingindo o máximo de eficiência.

Tendo em vista que há um aumento de eficiência quando há revisão de planos de manutenção de maneira periódica, como aumentar essa eficiência até o melhor ponto possível?

É isso que eu quero mostrar para você.

Deixa eu te mostrar um outro estudo:

O tempo de inatividade por manutenção custa à fábrica em média 5% a 20% de sua capacidade produtiva.

Então qual uma das função do Gestor que irá fazer a revisão de planos de manutenção: Identificar as atividades que ocupam mais tempo de planta parada e reduzir cada vez esse tempo.

Imagine o quanto a empresa conseguiria ganhar só preenchendo essa lacuna…

O objetivo da revisão de planos de manutenção é garantir a disponibilidade e confiabilidade dos ativos, de forma produtiva.

Como assim de forma produtiva? Alguns exemplos: alcançar os objetivos gastando menos, evitar falhas gastando menos…

Será que é financeiramente viável manter uma disponibilidade e confiabilidade de 100%?

Muitos dizem que é preciso chegar cada vez mais próximo dos 100%, mas chega um momento que fica inviável.

A verdade é que existe um Ponto máximo de lucro antes dos 100%

Esse ponto varia de 85% a 95%, quando a disponibilidade e confiabilidade passa de 95% provavelmente a relação com o lucro já está diminuindo.

Essa análise de eficiência deve ser feita com muita atenção na hora da revisão de planos de manutenção.

O que buscar em um processo de melhoria contínua.

Existe uma frase que eu gosto muito:

“No mercado mundial não existe uma estabilidade, ou você está melhorando ou você está piorando”

Não existe “se manter estável”. O fato de você estar com um número de melhoria estável não quer dizer que você esteja realmente numa situação estável. Ou você melhora ou você piora.

O que eu quero que você entenda é: Quando você tem realmente a mentalidade de melhoria contínua - tanto em patamares de custo quanto de eficiência - você vai apresentar constantemente uma competitividade maior frente aos seus concorrentes.

Porque você está sempre buscando melhorar sua produtividade e seus resultados.

Sabendo disso, vamos continuar… Quando estamos falando de melhoria contínua precisamos olhar para esse gráfico:

Esse estudo mostra que ao decorrer do tempo o custo de manutenção preventiva fica cada vez mais caro e o custo de manutenção corretiva fica cada vez menor.

E na junção dos dois eixos (custo de manutenção preventiva e custo decorrente de falhas) você encontra o ponto ótimo de manutenção em função do custo.

É nesse ponto que você encontra o ponto ótimo para intervenção. O ponto que você precisa buscar no processo de melhoria contínua em relação ao custo.

Clique aqui para assistir como calcular o ponto ótimo.

As 3 esferas para entender e colocar em prática o processo de revisão de planos de manutenção.

Não adianta você ter um bons índices de saúde dos seus ativos e em contrapartida ter um custo muito caro. Você deve achar um ponto onde você tem saúde dos ativos e saúde financeira da empresa.

É necessário fazer a revisão de planos de manutenção levando em consideração esses dois aspectos citados acima sempre analisando a viabilidade, o que forma as 3 esferas: Indicadores de saúde de ativos, indicadores financeiros e compliance de planejamento.

Vamos entender o que deve ser feito em cada uma.

A primeira análise que deve ser feita é a dos Indicadores de Saúde do Ativo.

Essa é a etapa inicial para você aplicar a revisão de planos de manutenção com excelência.

Você realmente precisa prestar muita atenção ao fazer essa análise. Um erro nela vai acarretar erros em todo o processo.

Para iniciar a revisão de planos da manutenção de maneira correta você precisa olhar para alguns indicadores.

Quais são esses indicadores:

  • MTBF - Tempo médio entre falhas.
  • Disponibilidade inerente.
  • Taxa de falhas.
  • Confiabilidade inerente.

Para realizar uma boa revisão de planos de manutenção, recomendo fortemente que você estude esses indicadores.

Aqui está um vídeo completo sobre esses indicadores:

A segunda análise deve ser a dos Indicadores Financeiros.

Você deve achar o Custo Total de Manutenção (CTM). Que é a soma do Custo de Manutenção Preventiva e Custo de Manutenção Corretiva.

Ao calcular o CTM você deve achar a menor variação de custo em função do tempo.

Ou seja, você deve modular vários períodos. Até achar o período ideal.

Você precisa dominar esse tipo de análise se quer executar uma revisão de planos da manutenção profissional.

A terceira análise deve ser dos Compliance de Planejamento.

 Essa análise é de extrema importância para a revisão de planos de manutenção. Afinal… Nem tudo o que é o ideal você vai conseguir fazer.

Então você deve encontrar o cenário perfeito para a realidade da empresa.

O primeiro indicador que você deve encontrar é o Índice de execução planejada.

Este índice (IEP) mostra quantas atividades foram planejadas e quantas foram realmente executadas. 

Então você precisa acompanhar se o que você está planejando sobre disponibilidade e confiabilidade está realmente sendo executado.

Depois você precisa analisar a Aderência ao Planejamento.

Com ela você consegue acompanhar quantas atividades planejadas foram executadas conforme. A execução de uma manutenção preventiva , por exemplo, não garante que foi feita conforme.

Então analise e pense o que pode ser feito para que a execução seja feita conforme o planejado.

Após isso, você analisa seu Retrabalho.

É necessário você saber quantas atividades foram necessárias serem feitas novamente para chegar a ter atividades conforme.

Lembrando que você deve fazer o retrabalho de manutenção preventiva também, e não apenas de corretivas.

Não é porque você está fazendo algo planejado que você está fazendo da melhor maneira possível…

Qual o resultado que você deve buscar em cada uma dessas 3 etapas?

Busque aproximar seu Índice de execução planejada e Aderência ao planejamento ao resultado de 100%. E o Retrabalho mais próximo do zero.

Mas me permita dizer algo muito importante. Lembre da melhoria contínua! Não tem problema que hoje seu Retrabalho é 50%. Preocupe-se com você mesmo e coloque metas para melhorar a cada mês. Não fique olhando para o resultado dos outros. Vá e bata suas metas até chegar a um retrabalho próximo ao zero.

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Deixa eu te fazer uma pergunta:

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  • Como Controlar o Backlog de Manutenção no Excel.
  • Como Controlar os Custos de Manutenção no Excel.
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Jhonata Teles

Jhonata Teles é profissional certificado internacionalmente pela SMRP – Society Maintenance & Reliability Professionals, na categoria CMRP – Certifield Maintenance & Reliability Professional.

Especialista em Gestão, Planejamento e Controle de Manutenção, Analista de Vibração com certificação Nível 2 pela FUPAI e certificação internacional pela Instituição Canadense Mobius Institute, especialista em Lubrificação Industrial com certificações internacionais MLT-1 e MLA-1 pelo ICML – International Council of Machinery Lubrication.

Possui mais de 12 anos de experiência em indústrias de grande porte, sempre dedicados a Gestão da Manutenção, PCM e projetos de Confiabilidade Industrial. Atuou como Analista de Vibração, Consultor Técnico, Supervisor de PCM, Coordenador e Gerente de Manutenção em indústrias dos segmentos alimentício, higiene e limpeza, químico, metalúrgico e cimenteiro.

Autor dos livros e métodos de capacitação: Planejamento e Controle da Manutenção DESCOMPLICADO ®, Bíblia do RCM e Gestão de Paradas de Manutenção.

Como Diretor de Operações da ENGETELES já liderou mais de 300 projetos de consultoria no Brasil e em seis países, além de ter capacitado mais de 10.000 profissionais na área de Gestão da Manutenção.

Artigos: 98